Valor

Mulher pirata

Mais uma caixa aberta, lá dentro moedas, muitas moedas. Havia de vários tamanhos e pesos. Havia moedas onde eu conseguia distinguir o que estava impresso, mas havia outras que eram lisas de tanto uso ou até deformadas.

– E esta? É de onde? Perguntava segurando uma das moedas na minha mão.

– Deixa-me ver, esta é de uma ilha chamada Barbados, lá respondia ele com paciência.

– Hum, não conheço…. e voltando a segurá-la revirava-a várias vezes como se às voltas nas minhas mãos ela me falasse sobre ela.

– A ilha está situada entre o oceano Atlântico e mar das Caraíbas e faz parte das Caraíbas. Respondia como se falasse com ele próprio.

– É antiga esta moeda, tem a data 1788, dizia eu verificando que tinha algumas amolgadelas.

– Sim, é dos finais do séc XVIII. É da época dos piratas nas Caraíbas e na verdade parece que levou com um tiro aqui, vês?

 

A sala já tinha desaparecido, apenas o baú das moedas continuava a existir numa realidade paralela em que a areia tinha substituído a carpete antiga,o teto era agora pedra rochosa onde o mar esverdeado embatia de mansinho.

Lá fora viam-se barcos no mar que nos aguardavam.

Ele era um pirata de cabelos brancos à procura do tesouro que anos antes tinha enterrado e eu era uma pequena mulher pirata que recebia das mãos dele o seu legado.

 

Em 1788 foi cunhada em Inglaterra uma moeda de cobre com o valor de um centavo para uso nos Barbados.

Pensa-se que este token foi encomendado por Phillip Gibbs que era proprietário de uma plantação na ilha dos Barbados, por esse motivo tem numa das faces um dos símbolos nacionais, o abacaxi e onde se pode ler “Barbadoes Penny” e a data de 1788 e na outra face tem o busto de um africano com uma coroa de plumas e a palavra “serve”.

Esta moeda existe em dois tipos: um abacaxi pequeno e um busto pequeno; um abacaxi maior e um busto maior. Além destes dois tipos existem mais algumas variantes que incluem o espaço entre caracteres ou diferenças nos desenhos.

A moeda apresentada, será por exclusão a representada na figura em baixo por “P-14”.

Barbados-1788-Original-Die-Varieties (2)

Imagem retirada do Google

 

 

Embora tenha continuado durante mais tempo, os séculos XVII e XVIII, décadas de 1650 a 1730 foram o apogeu da pirataria nas Caraíbas.

A quantidade de mercadoria valiosa que circulava nos oceanos com destino à Europa foi um chamariz para pessoas de carácter duvidoso cujo objectivo era enriquecer facilmente. Muitos desses piratas tinham inclusivamente ganho experiência em navios da marinha sabendo de antemão como proceder para ter vantagens sobre as frotas dos impérios europeus.

Eram tempos de batalhas incríveis no mar, onde se destruiam galeões e se pilhavam tesouros.

As ilhas das caraíbas com as diversas ilhas e as suas praias eram o palco perfeito para essas ações e para guardar os espólios dessas lutas.

Conta-se que existiram duas piratas, capitãs dos seus próprios barcos que foram famosas nas ilhas das caraíbas.

Uma delas foi Anne Bonny nasceu a 8 de março de 1702 na Irlanda, filha bastarda de um advogado que criou fortuna na Carolina do Norte onde adquiriu uma plantação. Enamorada por um pirata de nome James Bonny foi deserdada pelo pai e incendiou-lhe uma das suas grandes plantações por vingança, seguindo viagem já como esposa, para as Bahamas.

Aqui, James tornou-se informador do governador da ilha (Woodes Rogers) enquanto Anne continuou a acompanhar o mundo da Pirataria.

Apaixonou-se por Jack Morim Rackham um dos mais temidos piratas da época. Foi acusada de adultério e fugiu com Morim  para comandar o Revenge e viver da pirataria.

Dizem que se vestia de modo pouco feminino e que era bastante ágil com qualquer espada ou pistola tento como “marca de imagem” a utilização de uma garrucha, dizem que era tão ou mais temida que qualquer pirata masculino.

As recompensas pela captura de piratas eram cada vez mais frequentes, ou não fosse grande o prejuízo causado por estas caças ao dinheiro fácil. Numa noite de festejo, onde o saque anterior teria sido grande, toda a tripulação foi atacada pelas tropas do governador enquanto ainda estavam embriagados e Anne foi capturada sendo lhe prometido a forca.

É nesta altura que o pai de Anne a volta a contactar com grande arrependimento por a ter deserdado e paga aos guardas para que a deixem fugir.

A pirata mais conhecida do mundo nunca mais foi vista, existindo a possibilidade de que tenha voltado para a europa com outra identidade e provavelmente muito ouro para gastar.

Anne Bonny 2

 

 

“Nunca esqueci os dias da minha infância em que costumávamos juntar-nos à roda dos mais velhos da comunidade para escutar o tesouro da sua sabedoria e experiência.”

Nelson Mandela

Valor

Amar apenas amar

Amar por te ver, por te conhecer

Amar por te escutar, por te respeitar

Amar só porque sim

Amar assim mas amar!

Amar com dor, amar com ardor

Amar sem querer amar

mas amar apenas amar…

 

 

Os selos do rei D. Pedro V com cabelos anelados foram emitidos em 1856 e tiveram como objectivo substituir os selos anteriores emitidos um ano antes (D Pedro V cabelos lisos) para rectificar o cabelo do rei que aparecia no selo com o risco do lado direito.

Foram emitidos 20 milhões de selos de 5 reis em castanho, de 25 reis em azul foram emitidos dois tipos diferentes (2,5 milhões do tipo A e 6,3 milhões do tipo B) e mais tarde foram emitidos 22,3 milhões de selos em rosa de 25 reis.

 

 

Estes selos à semelhança dos anteriores foram impressos um a um, dispostos irregularmente em folhas de 24 exemplares com cunho desenhado e gravado por Francisco de Borja Freire aproveitando as mesmas cercaduras da emissão anterior.

Estes selos foram reimpressos em 1864, 1885 e 1905.

 

D Pedro V e D Luis I
D Pedro V (de vermelho) – Foto retirada da internet

Pedro de Alcântara Maria Fernando Miguel Rafael Gonzaga Xavier João António Leopoldo Victor Francisco de Assis Júlio Amélio, nasceu a 16 de Setembro de 1837 em Lisboa no Palácio das Necessidades, filho de D. Maria II e de D. Fernando.

Teve uma educação moral e intelectual esmerada, estudando entre outras disciplinas , ciências naturais, filosofia, escrita e línguas. Desde cedo demonstrou ter notável inteligência e se aos dois anos falava alemão e francês aos doze anos dominava o grego e o latim sabendo também falar inglês.

Teve como educador Alexandre Herculano.

Viajou para diversos países e tentou trazer para Portugal a modernidade e evolução que encontrava nestas viagens, era liberal e inovador mas também caridoso e preocupado com o seu povo. Inaugurou o primeiro telégrafo em Portugal assim como o caminho de ferro entre lisboa e o carregado e era apelidado de “O rei Santo” porque se recusou a sair de lisboa durante as epidemias de cólera e febre amarela de 1853 a 1857 onde prestou auxilio direto às vitimas e criou o asilo D. Pedro V para acolher os seus órfãos , dando-lhes instrução primária e ensinando-lhes um oficio.

D. Pedro V

Maior que a sua história de rei é a sua história de amor…

D. Pedro V não tinha grandes interesses matrimoniais, recusando a sua primeira prometida esposa mas aceitando por fim a segunda, Estehânia de hohenzollern-Sigmaringen.

O casamento foi a 18 de maio de 1858, na Igreja de São Domingos, em Lisboa. Toda a cidade estava pronta para receber o evento assim como os aposentos da nova Rainha de Portugal. Diz-se que o rei mandou vir de Paris toda a nova decoração dos aposentos reais de D. Estefânia.

Casamento D Pedro V
Casamento de D. Pedro V – Foto retirada da internet

Como se toda a sua atenção não fosse por si só suficiente, para agradar a sua futura esposa D. Pedro V manda fazer uma das joias mais caras da Coroa Portuguesa em seu nome e propositadamente para o seu casamento. Um diadema com mais de 4.000 diamantes e é aqui, que segundo o povo, o infortúnio desta historia de amor começa.

D Pedro V D Estefânia

Na época os diamantes não deveriam ser utilizados por mulheres virgens no casamento e como se isso não fosse já um presságio, a joia era de tal maneira pesada que fez uma ferida aberta na testa da Rainha. Ao sair do seu casamento com sangue a escorrer o povo ditou a sua sentença: “Ai coitadinha…vai morrer! Vai amortalhada”, e assim foi, um ano após o casamento, com apenas 22 anos de idade a rainha faleceu de difteria que terá sido contraída numa inauguração de caminhos de ferro no Alentejo.

Mas as peculiaridades da história não ficam por aqui…

Existem alegados relatos de que D. Estefânia permanecia virgem à data da sua morte (baseados na sua autopsia post mortem) . Ao que parece D. Pedro V era um homem solitário, de poucas amizades, e aquilo que procurou na princesa não foi um amor carnal mas sim uma companhia, um amor incondicional.

Longos eram os passeios dados pelos jardins do palácio e quem os vislumbrava, de constante mãos enlaçadas, podia constatar que esse amor existia, essa cumplicidade, esse sentimento de companhia e de entreajuda mas nunca foi gerado um herdeiro ao trono e por isso há ainda quem diga que D. Pedro era impotente.

No dia do enterro D. Estefânia levava consigo a tão preciosa joia que à chegada ao local foi trocada por uma coroa de flores de laranjeira… a joia, no valor de 86.953,645 reis nunca mais foi vista.

D. Pedro não conformado com a perda do seu grande amor acabou por morrer a 11 de novembro de 1861, aos 24 anos. Morreu de febre-tifoide que contraiu por beber água contaminada durante uma caçada juntamente com o seu irmão D. Fernando.

D. Estefânia e D. Pedro V jazem no Panteão Real da Dinastia de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.

 

“Realidade ou desejo incerto, o amor é o elemento primitivo da atividade interior; é a causa, o fim e o resumo de todos os defeitos humanos.”

Alexandre Herculano

 

Acabei por ter
Um fraco por ti
Que foi como veio
E eu não percebi

Pergunto como está
A velha certeza
Será que tu sabes
O que correu mal

É que hoje eu já sabia dizer

Ama-me
Leva-me
Para lá
Do meu horizonte
Fala-me de amor
Fala-me de amor

Segue-me
Prende-me
Para lá
Do meu horizonte
Fala-me de amor
Fala-me de amor

Quero-te dizer
Que ainda estou aqui
Todo o tempo
À espera de ti

Quero-te alcançar
E eu estou a pedir
P’ra ser como era
Quando te conheci

Fala-me de amor (Santos e Pecadores)

 

 

Valor

Rainha menina, rainha mulher, rainha mãe

Estou aqui e estarei sempre que puder!

Mesmo que não queiras, nem precises

Vou estar aqui!

Vou estar por precisar,

Vou estar só por estar

Mas vou estar!

Aqui

Por ti, por mim, por nós…

 

Os selos com efígie da rainha D. Maria II foram os primeiros selos postais portugueses. Os dois primeiros selos emitidos tinham o valor facial de 5 e 25 reis.

Foram emitidos em 1853 com cunho de Francisco de Borja Freire e impressos na Casa da Moeda.

Selo Postal D Maria II (2)

Os selos foram inspirados nos selos ingleses de relevo da emissão de 1847/1848 e apresentavam um busto da rainha semelhante ao das moedas em circulação na altura. Foram impressos um a um em folhas de 24 exemplares não dentados e dispostos irregularmente. A morte prematura da rainha D. Maria II impediu que estes selos circulassem por muito tempo.

D. Maria II (Maria da Gloria Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga) foi uma rainha insólita.

Tinha o título de princesa da Beira e do Grão-­Pará, a grã-cruz das ordens de Nossa Senhora da Conceição, Santa Isabel, Cristo, Avis, e de S. Tiago da Espada e como rainha reinante de Portugal, a dama das ordens da Cruz Estrelada da Áustria, de Santa Catarina da Rússia e de Maria Luísa de Espanha.

Era filha de D. Pedro IV, de Portugal, 1° Imperador do Brasil e da sua primeira mulher, a Arquiduquesa de Áustria D. Maria Leopoldina Josefa Carolina e foi rainha pela primeira vez com sete anos.

Maria_II_1833

Aos nove anos a rainha portuguesa nascida no Brasil, atravessa o Atlântico pela primeira vez para ser educada na Europa acabando por ficar em Londres, mas por questões de segurança tem de voltar ao Brasil.

Volta mais tarde a atravessar o oceano com o seu pai onde em Londres lhe é oferecido o ceptro de ouro, símbolo real seguindo depois para Paris.

Tem 15 anos quando em Portugal sobe ao trono D. Maria II, 29º monarca português e 2ª rainha reinante de Portugal.

Foi rainha por duas vezes, desde 2 de maio de 1826 até 11 de julho de 1828 quando o seu tio e marido por procuração (desde os seus sete anos de idade), o regente D. Miguel I se proclamou Rei de Portugal e novamente rainha a partir de 1834 ano em que foi reposta no trono e Miguel exilado para a Alemanha.

O seu primeiro acto oficial, em Setembro de 1834, foi conceder a seu pai, já entre a vida e a morte, a Grã- Cruz da Ordem de Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

Após o casamento com o seu tio ter sido anulado, teve mais dois casamentos tendo enviuvado do primeiro casamento ao fim de poucos meses.

Foi do seu terceiro casamento com o príncipe Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, mais tarde D. Fernando II de Portugal que D. Maria II teve 11 filhos dos quais apenas sobreviveram sete, tendo morrido a dar à luz o seu décimo primeiro filho no ano de 1853 com apenas 34 anos.

Foi rainha ainda menina, mas sendo rainha nunca deixou de ser mulher e mãe.

D. Maria II apelidada de “A Educadora” ou “A Boa Mãe” foi uma mulher e uma rainha corajosa, vivendo numa época politica e económicamente conturbada, entre guerras civis e teorias absolutistas e liberais, conseguiu desempenhar o seu destino de rainha e simultaneamente ser esposa e mãe dedicada fazendo questão de pessoalmente proporcionar aos seus filhos uma educação cuidada não só no plano cultural e físico mas também social de modo a que estes tivessem uma abordagem perante os demais simples e respeitosa.

 

“Se morrer, morro no meu posto!”

D. Maria II – Rainha de Portugal, resposta da rainha quando alertada pelos médicos para o perigo de engravidar novamente

 

Adereços · Valor

A era do Ouro – Elizabeth I

coin Elizabeth I

Dentro daquelas gavetas havia livros com moedas, algumas prateadas e outras amarelas, havia moedas rosadas ou vermelhas e ainda outras acastanhadas.

– Esta moeda está furada porquê? Perguntei eu naquele dia.

– É uma moeda da sorte… a lucky coin! Respondeu-me ele, repetindo na sua língua primária como fazia habitualmente quando se entusiasmava.

Fiquei em silêncio a ouvir sem acreditar muito nas suas palavras.

– Dizem, já há muitos anos, que moedas furadas trazem sorte e que devemos ter sempre uma nos nossos bolsos ou na nossa carteira e se a moeda for de prata melhor ainda. Podemos pedir à lua nova que nos traga mais e mais moedas, continuou ele tentando convencer-me.

– Toma, fica com ela para ti. Coloca-a no teu porta-moedas… Não te esqueças de pedir à lua mais dinheiro, e os seus olhos sorriam ao perceber que eu desconfiava da sua história.

– Moeda da sorte… coitada, até está furada! Murmurei de modo a que ele não me ouvisse continuando a olhar para ela.

Esse dia passou e alguns outros também, mas veio a noite de lua nova que eu secretamente aguardava e nessa noite lá estava eu a falar à lua:

Lua, lua de prata

Tenho uma moeda da tua cor

Faz com que os meus bolsos

Tenham mais valor!

Mas lua não fiques zangada…

A minha moeda está furada!

(…)

Devido á variedade de temas e materiais utilizados na cunhagem, as moedas adequam-se a todos os gostos e por isso, seja com finalidade estética ou por estatuto, as moedas são utilizadas como acessório desde a antiguidade.

Sem perder o seu valor a moeda foi utilizada ao longo da história associada a trajes femininos e masculinos, podendo ser encontrada em brincos, colares, anéis, pulseiras, botões, pregadores e correntes de relógio.

Sendo um objeto extremamente viajante e com características intrínsecas ao seu local de produção, a moeda era um excelente objeto de divulgação e publicidade, era utilizada principalmente por mercadores, viajantes, comerciantes e personalidades abastadas que ostentavam as moedas de maior valor e beleza.

Devido, mais uma vez, ao seu valor monetário, a moeda está presente nas mais variadas tradições, sendo as mais recorrentes as relacionadas ao casamento, onde as noivas muitas vezes utilizam as moedas de forma figurativa na demonstração do seu dote.

Os costumes associados á sorte também podem estar intimamente ligados ao dinheiro e por isso muitas são as simpatias que apresentam a moeda como elemento principal.

Na imagem podemos ver uma moeda com a representação da Rainha Elizabeth I, com o valor de um Shilling que foi utilizada como adereço.

Isabel de Inglaterra

 

Elizabeth I reinou durante 43 anos na chamada “Era do Ouro” onde a Inglaterra teve um dos seus maiores crescimentos económicos. Também chamada de “Rainha Virgem” subiu ao trono com 25 anos em 1558.

Com uma personalidade forte e um grande charme não era difícil seduzir os homens da corte e embora nunca tenha decidido casar, ser cortejada era um dos seus maiores desejos.

 

A medida que a idade lhe levava os encantos Elizabeth começou a ficar obcecada com a beleza, usava perucas que para além de esconder os seus cabelos brancos acompanhavam os tons das vestes, as mãos e o rosto eram pintadas com cerude (uma mistura de vinagre com chumbo que lhe dava um tom branco e uniforme mas que era extremamente corrosivo), os lábios eram pintados com cera de abelha e tintura de modo a ficarem vermelhos e os olhos eram delineados.

Dizem que arranjou demorados processos de vestir e despedir que demoravam mais de 4 horas tal não era a sua vaidade e que as damas que a acompanhavam era obrigadas a vestir apenas branco e preto enquanto ela chamava a atenção com os seus tecidos coloridos.

Embora vaidosa a rainha Elizabeth dedicou a sua vida á pátria, derrotou a frota espanhola e a sua Invencível Armada em 1588, desenvolveu o mundo das artes com especial atenção para as artes literárias onde se destacam nomes como William Shakespeare, Edmund Spenser e Christopher Marlowe. Levou Inglaterra na exploração além-mar e dinamizou o comercio e a industria.

“Men fight wars. Women win them.”

– Rainha Elizabeth I

 

 

Valor

 

selo E.U.A 1851

“Temos entre nós um mar enorme como as saudades! Tão azul que queria que os teus olhos não tivessem a mesma cor… porque é ele que me separa de ti!

Quero que saibas que já não sou quem era, só o voltarei a ser quando te tiver novamente para mim…

Sempre que fecho os olhos vejo os teus, não durmo apenas sonho contigo!
Penso em ti a toda a hora e todas as horas demoram a passar… Imagino-te mas não te vejo, sinto o sabor dos teus lábios mas não te beijo…

Sobrevivo das palavras ternas que vais escrevendo e que eu guardo junto do peito!
Vou terminar hoje infeliz porque as minhas mãos sentem falta das tuas e recusam-se a escrever…

Que nos encontremos brevemente e eu possa a voltar a ser feliz…”

Robert F.

Com a chegada dos selos adesivos à Inglaterra no ano de 1840 o interesse neste método cresceu internacionalmente e os Estados Unidos não foram exceção.

Daniel Webster, na altura senador, recomendou que se iniciasse a produção de selos adesivos no país mas foi um empresa privada de nome “City Despatch Post” de New York que inseriu os primeiros selos apenas para utilização dos seus clientes em 1842 . Mais tarde foi autorizado pelo governo, a utilização de selos locais (provisórios) que teriam um custo de 5 centimos para 500 km e 10 centimos para distâncias entre 500 a 5000 km.

O primeiro selo oficial foi impresso no ano de 1847, sem perfuração com o valor de 5 centimos e com a imagem de Benjamin Franklin a vermelho.

Ainda assim, o governo deixou opção de escolha ao remetente podendo este escolher enviar a carta com pagamento já feito (utilizando o selo) ou à maneira antiga e a carta ser paga só no destinatário.

O selo apresentado foi impresso em 1851 e o desenho foi inspirado num busto de George Washington feito por Jean-Antoine Houdon, embora tenham sido feitas mais de 20 milhões de cópias um exemplar em ótimo estado de conservação com a cola intacta e sem carimbo pode chegar a valores de 50 mil euros, afinal é um pedaço de história que permaneceu intocável ao longo de 166 anos.

Valor

Penny Black

penny black

Queria dizer-lhe o quanto gostava dela, o quanto era importante para mim mas não sabia como. Queria dizer-lhe que gostava da sua companhia sem mostrar que ela era o meu mundo e a minha fraqueza.

Talvez por vergonha ou até por medo…

Decidi escrever-lhe uma carta.

 

Em 1837 Sir Rowland Hill propôs a utilização de um selo postal adesivo como garantia do pré-pagamento efetuado para o envio de uma carta surgindo assim em 1840 o Penny black.

Anteriormente as cartas eram pagas segundo o número de folhas e a distância que teriam de percorrer sendo maioritariamente pagas pelo destinatário.

Este selo que apresentava o perfil da Rainha Vitória a preto e branco, entrou em circulação na Grã-Bretanha a 6 de Maio de 1840 com o valor de um penny, tendo sido emitido no dia 1 desse mesmo mês, podem ser encontrados alguns raros exemplos de cartas enviadas antes da data autorizada (entre 1 e 6 de maio).

Para o seu design foi feito um concurso que teve mais de 2000 participantes em que o vencedor ganharia 600 £.

Embora o sistema praticado fosse mais eficaz, este selo depressa foi alterado surgindo o Penny Red, isto porque a tinta vermelha utilizada para a marcação do selo era facilmente retirada levando à reutilização do selo de forma gratuita.

No período da utilização do Penny Black (1840 –1841) foram impressos 68 milhões de selos, sendo este um selo interessante não só pela sua história como pela sua raridade.

Sites de interesse sobre o Penny Black:

 

Valor

Duque de Wellington

moeda 1814 Dublin coin

 

Não consigo esquecer… por mais que tente não consigo esquecer aquela figura, o seu ar culto e as suas longas calças de bombazine que o faziam parecer ainda mais alto.

Todos os dias o via, todos os dia daquela semana, o via subir as escadas com o andar já gasto pelo tempo… uma casa cheia de histórias ou será História?

No final das escadas, o seu sofá no centro daquela enorme sala e mais uma história, desta vez sobre a moeda que trazia no bolso das suas calças de bombazine.

 

Cunhada por Edward Stephens em 1814 esta moeda (token) representava o valor de um penny irlandês.

Durante a revolução industrial os trabalhadores rurais encontraram uma oportunidade de trabalho nas cidades com melhores condições tanto em termos financeiros como a nível de qualidade de vida. As cidades foram evoluindo, aumentando não só o número de fábricas mas também os comércios locais (mercados, lojas) e a população abrangente.
Com toda esta agitação tornou-se difícil para o governo providenciar uma tiragem monetária suficiente, e com isso veio a falta de moedas em circulação.

Em 1755 George III teria impedido a utilização do cobre para cunhagem devido ás fáceis falsificações produzidas com este metal mas a partir de 1787 foi avistada a oportunidade da utilização deste material relativamente barato e acessível para novas cunhagens por parte de entidades privadas de forma a fazer face á escassez de moedas.
Estima se que a Parys Mining Company tenha sido a primeira empresa a iniciar a produção de Tokens em 1787. Graças ao seu layout e disponibilidade os Tokens foram aceites pela população e produzidos em grandes quantidades e diferentes estilos.

Artur Wellesley (representado na moeda acima) nasceu na Irlanda em 1769 e foi um comandante militar que participou em diversas batalhas que contribuíram para o desenvolvimento da Europa como hoje a conhecemos. Uma das mais importantes batalhas conquistadas por Artur Wesllesley foi a batalha de Waterloo (1815) onde derrubou Napoleão. Anteriormente já teria participado em mais de 60 batalhas entre as quais a expulsão das forças napoleónicas de Portugal e Espanha (1812) pelas quais foi intitulado Duque da Vitoria, Marques de torres Vedras, sendo o único estrangeiro a quem foi atribuído um titulo de duque português. Em 1814 foi então condecorado pela coroa inglesa como Duque de Wellington titulo pelo qual é maioritariamente reconhecido.

 

http://www.thecoppercorner.com/history/18thC_hist.html – Tokens

http://www.biographyonline.net/military/duke-wellington.html – Duque de Wellington