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A Maldição …

Palavras que me rasgam

não são plumas…

Não me adornam!

Cada sílaba, cada tom

Uma dor, uma punição…

Palavras que sussurram mágoas

não são penas…

Não as leva o vento!

Essas são amarras, são correntes…

Essas são maldição!

 

 

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O programa apresentado em cima é da Ópera Rigoletto que foi realizada no Coliseu dos Recreios de Lisboa, sala de espectáculos popular situada no centro de Lisboa nas Portas de Santo Antão inaugurada a 14 de agosto de 1890.

Coliseu dos Recreios Lisboa
Imagem retirada do Google

A primeira obra exibida no Coliseu dos Recreios de Lisboa foi uma opereta cómica e a partir de então até aos nossos dias muitas celebridades por lá passaram. O Coliseu dos Recreios  tem a particularidades de apresentar diversos tipos de espectáculos desde música clássica até companhias de circo.

 

Planta Coliseu Lisboa
Imagem retirada do Google

 

Rigoletto é uma ópera de Giuseppe Verdi, baseada na obra de Victor Hugo “Le roi s’amuse” (“O rei diverte-se”) de 1832 em que o autor pretendeu com ela denunciar a corrupção que existia na corte de Luís XII.

A ópera Rigoletto foi estreada em Veneza no teatro “La Fenice” a 11 de março de 1851 após ter sido alterada tanto na própria história devido à censura que não permitiu que esta se referisse ao rei como também no nome que primeiramente teria, “La Maledizione”.

 

Rigoletto
Imagem retirada do Google

Ato I – Cena I

Estamos no século XVI no palácio do duque em Mântua na Itália. É noite e no palácio há luzes e música, no salão decorre um baile. Entre danças e conversas, o Duque de Mântua vangloria-se das suas conquistas e informa que está interessado numa jovem desconhecida que apenas vê aos domingos na igreja. Dela só sabe que um homem qualquer a visita todas as noites porventura seu amante.

Entre os convidados estão no palácio o Conde e a Condessa de Ceprano, o Duque esquecendo-se da jovem desconhecida entrega-se a devaneios com a Condessa deixando o seu esposo apreensivo por saber a fama do Duque de Mântua. É então que Rigoletto, o bobo corcunda se diverte arranjando todas as maneiras possíveis para o Duque conseguir seduzir a Condessa ora dizendo para a raptar ora opinando que deveria executar o Conde.

Alguém na festa insinua que Rigoletto tem uma amante gerando uma risota geral ao mesmo tempo que a notícia passa de boca em boca. Mas surge outro nobre, Monterone que abrindo caminho até ao Duque, acusa-o de ter desonrado a sua filha. Rigoletto que odeia todos os homens como odeia a sua deformidade, desfruta da dor e goza com Monterone imitando a sua atitude desesperada. Monterone exaspera-se e reclama vingança lançando uma maldição em nome da mágoa de um pai e sai do palácio deixando Rigoletto apreensivo e a festa termina.

Ato I – Cena II

É noite, Rigoletto dirige-se para casa da jovem desconhecida quando num beco escuro surge o assassino Sparafucile que lhe oferece os seus serviços. O bobo não aceita e segue caminho até casa de Gilda, sua filha e a única pessoa a quem quer bem.

Rigoletto conta a Gilda as suas desgraças, o seu amor perdido, sua mãe e diz-lhe para nunca sair de casa sozinha e volta a partir. É quando chega o Duque que pagando à governanta consegue conversar com Gilda e mentindo-lhe diz-lhe que é um estudante e que está apaixonado por ela. Gilda inocente também lhe declara o seu amor. Ouve-se barulho lá fora e o Duque foge sem ser visto. Rigoletto que voltava a casa encontra nobres na rua que lhe dizem que vão raptar a Condessa e convidam-no a participar. Os nobres jogam com o bobo, vendam-lhe os olhos, fazem-no dar voltas e voltas e finalmente entram em casa de Rigoletto que só mais tarde se apercebe que afinal a escada que ajuda a segurar é a de sua casa e a mulher levada é a sua filha.

Ato II

No palácio o Duque não sabe onde está Gilda, os cortesãos chegam divertidos dizendo que trouxeram a amante de Rigoletto. Quando o bobo desesperado chega descobre que Gilda está no palácio e roga que lha entreguem. Gilda corre para os braços do pai contando-lhe a verdade. Está apaixonada pelo Duque e esqueceu todos os seus avisos. Rigoletto jura vingança mesmo quando a sua filha lhe pede para não fazer mal ao Duque.

Ato III

Já depois de ter contratado Sparafucile para matar o Duque, Rigoletto leva Gilda de noite, perto da estalagem, casa do assassino Sparafucile e da sua irmã para que esta veja com os seus próprios olhos, o Duque a cortejar outra mulher. O Duque passa cantando alegremente o desprezo pelas mulheres e segue para mais uma aventura amorosa com a irmã de Sparafucile. Rigoletto manda Gilda embora mas esta sabendo que o seu pai mandou matar o seu amado resolve voltar e vai ao encontro do assassino que no escuro a esfaqueia pensando que estava a atacar o Duque. Sparafucile coloca o corpo num saco e entrega-o a Rigoletto que resolve deitá-lo ao rio quando ao longe volta a ouvir o Duque a cantar no regresso a casa. Sem perceber abre o saco e vê a sua filha a agonizar acabando por morrer cumprindo a maldição que lhe foi lançada.

 

I adore art…when I am alone with my notes, my heart pounds and the tears stream from my eyes, and my emotion and my joys are too much to bear.

Giuseppe Verdi

4 opiniões sobre “A Maldição …

  1. Parole che mi fanno a pezzi

    non sono piume …

    Non mi adornano!

    Ogni sillaba, ogni tono

    Un dolore, una punizione …

    Parole che sussurrano dispiaceri

    non sono punizioni …

    Non prendere il vento!

    Questi sono ormeggi, sono catene …

    Questi sono dannati!

    Greetings from Italy!

    Gostar

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