Valor

Amar apenas amar

Amar por te ver, por te conhecer

Amar por te escutar, por te respeitar

Amar só porque sim

Amar assim mas amar!

Amar com dor, amar com ardor

Amar sem querer amar

mas amar apenas amar…

 

 

Os selos do rei D. Pedro V com cabelos anelados foram emitidos em 1856 e tiveram como objectivo substituir os selos anteriores emitidos um ano antes (D Pedro V cabelos lisos) para rectificar o cabelo do rei que aparecia no selo com o risco do lado direito.

Foram emitidos 20 milhões de selos de 5 reis em castanho, de 25 reis em azul foram emitidos dois tipos diferentes (2,5 milhões do tipo A e 6,3 milhões do tipo B) e mais tarde foram emitidos 22,3 milhões de selos em rosa de 25 reis.

 

 

Estes selos à semelhança dos anteriores foram impressos um a um, dispostos irregularmente em folhas de 24 exemplares com cunho desenhado e gravado por Francisco de Borja Freire aproveitando as mesmas cercaduras da emissão anterior.

Estes selos foram reimpressos em 1864, 1885 e 1905.

 

D Pedro V e D Luis I
D Pedro V (de vermelho) – Foto retirada da internet

Pedro de Alcântara Maria Fernando Miguel Rafael Gonzaga Xavier João António Leopoldo Victor Francisco de Assis Júlio Amélio, nasceu a 16 de Setembro de 1837 em Lisboa no Palácio das Necessidades, filho de D. Maria II e de D. Fernando.

Teve uma educação moral e intelectual esmerada, estudando entre outras disciplinas , ciências naturais, filosofia, escrita e línguas. Desde cedo demonstrou ter notável inteligência e se aos dois anos falava alemão e francês aos doze anos dominava o grego e o latim sabendo também falar inglês.

Teve como educador Alexandre Herculano.

Viajou para diversos países e tentou trazer para Portugal a modernidade e evolução que encontrava nestas viagens, era liberal e inovador mas também caridoso e preocupado com o seu povo. Inaugurou o primeiro telégrafo em Portugal assim como o caminho de ferro entre lisboa e o carregado e era apelidado de “O rei Santo” porque se recusou a sair de lisboa durante as epidemias de cólera e febre amarela de 1853 a 1857 onde prestou auxilio direto às vitimas e criou o asilo D. Pedro V para acolher os seus órfãos , dando-lhes instrução primária e ensinando-lhes um oficio.

D. Pedro V

Maior que a sua história de rei é a sua história de amor…

D. Pedro V não tinha grandes interesses matrimoniais, recusando a sua primeira prometida esposa mas aceitando por fim a segunda, Estehânia de hohenzollern-Sigmaringen.

O casamento foi a 18 de maio de 1858, na Igreja de São Domingos, em Lisboa. Toda a cidade estava pronta para receber o evento assim como os aposentos da nova Rainha de Portugal. Diz-se que o rei mandou vir de Paris toda a nova decoração dos aposentos reais de D. Estefânia.

Casamento D Pedro V
Casamento de D. Pedro V – Foto retirada da internet

Como se toda a sua atenção não fosse por si só suficiente, para agradar a sua futura esposa D. Pedro V manda fazer uma das joias mais caras da Coroa Portuguesa em seu nome e propositadamente para o seu casamento. Um diadema com mais de 4.000 diamantes e é aqui, que segundo o povo, o infortúnio desta historia de amor começa.

D Pedro V D Estefânia

Na época os diamantes não deveriam ser utilizados por mulheres virgens no casamento e como se isso não fosse já um presságio, a joia era de tal maneira pesada que fez uma ferida aberta na testa da Rainha. Ao sair do seu casamento com sangue a escorrer o povo ditou a sua sentença: “Ai coitadinha…vai morrer! Vai amortalhada”, e assim foi, um ano após o casamento, com apenas 22 anos de idade a rainha faleceu de difteria que terá sido contraída numa inauguração de caminhos de ferro no Alentejo.

Mas as peculiaridades da história não ficam por aqui…

Existem alegados relatos de que D. Estefânia permanecia virgem à data da sua morte (baseados na sua autopsia post mortem) . Ao que parece D. Pedro V era um homem solitário, de poucas amizades, e aquilo que procurou na princesa não foi um amor carnal mas sim uma companhia, um amor incondicional.

Longos eram os passeios dados pelos jardins do palácio e quem os vislumbrava, de constante mãos enlaçadas, podia constatar que esse amor existia, essa cumplicidade, esse sentimento de companhia e de entreajuda mas nunca foi gerado um herdeiro ao trono e por isso há ainda quem diga que D. Pedro era impotente.

No dia do enterro D. Estefânia levava consigo a tão preciosa joia que à chegada ao local foi trocada por uma coroa de flores de laranjeira… a joia, no valor de 86.953,645 reis nunca mais foi vista.

D. Pedro não conformado com a perda do seu grande amor acabou por morrer a 11 de novembro de 1861, aos 24 anos. Morreu de febre-tifoide que contraiu por beber água contaminada durante uma caçada juntamente com o seu irmão D. Fernando.

D. Estefânia e D. Pedro V jazem no Panteão Real da Dinastia de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.

 

“Realidade ou desejo incerto, o amor é o elemento primitivo da atividade interior; é a causa, o fim e o resumo de todos os defeitos humanos.”

Alexandre Herculano

 

Acabei por ter
Um fraco por ti
Que foi como veio
E eu não percebi

Pergunto como está
A velha certeza
Será que tu sabes
O que correu mal

É que hoje eu já sabia dizer

Ama-me
Leva-me
Para lá
Do meu horizonte
Fala-me de amor
Fala-me de amor

Segue-me
Prende-me
Para lá
Do meu horizonte
Fala-me de amor
Fala-me de amor

Quero-te dizer
Que ainda estou aqui
Todo o tempo
À espera de ti

Quero-te alcançar
E eu estou a pedir
P’ra ser como era
Quando te conheci

Fala-me de amor (Santos e Pecadores)

 

 

2 opiniões sobre “Amar apenas amar

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