Lazer

Bolo-Rei – Brindes e Tradições

Naquela noite tinha adormecido no sofá com o novo membro da família ao colo. Quando acordei de manhã já com o sol a bater no rosto reparei que a cachorrinha já tinha vagueado pela sala.

 Fui até junto do presépio de que muito me orgulhava e foi nessa altura que reparei que os presentes que estavam em frente do menino Jesus tinham desaparecido! Todos os brindes do Bolo-Rei que eu tinha guardado ano após ano para colocar no presépio como ofertas dos Reis Magos tinham sido literalmente devorados pela nossa pequena cadela e foi necessário levá-la ao veterinário para que tudo voltasse à normalidade…

Bolo rei

A dia 6 de Janeiro celebra-se o Dia de Reis.

Em alguns locais do mundo este é o dia de distribuir as prendas, para outros o fim da época natalícia e a altura em que as decorações são arrumadas, mas para muitos é dia de saborear o famoso bolo-Rei.

Diz a lenda que os Reis Magos fizeram uma viagem de 12 dias até chegarem perto de Jesus, ao chegarem ao estábulo onde estava o menino iniciaram uma discussão sobre qual deles iria entrar primeiro para levar a sua oferenda, passou um artesão que sugeriu como solução fazer um bolo com uma fava, aquele que encontrasse a fava no bolo seria o primeiro a entrar e a comtemplar o menino nascido.

O Bolo-Rei é assim associado aos reis magos com a côdea a simbolizar o ouro, os frutos cristalizados a mirra e o aroma o incenso.

A História, por sua vez, conta-nos que na Roma antiga já se fabricava um bolo similar nas festas de Saturno, onde quem encontrasse a fava era coroado como rei da festa.

Mas o bolo-Rei como o conhecemos apareceu na França no séc. XVII sendo a sua produção proibida aquando da revolução Francesa em 1789, posteriormente o bolo continuou a ser feito mas mediante outro nome.

A tradição deste bolo espalhou-se pela Europa e em 1870 apareceu em Portugal fabricado pela Confeitaria Nacional, em Lisboa, mais uma vez passou dificuldades durante a abolição da monarquia mas com o tempo voltou a prosperar nas casas portuguesas.

Ao mesmo tempo que se aperfeiçoavam os primeiros bolos-reis, também em França por volta de 1800, surgiram os primeiros anéis para guardanapos. Eram utilizados nas casas burguesas, onde nesta altura a apresentação de uma mesa composta já era requisito de uma família abastada. Com o tempo este objeto facilmente personalizado passou a encontrar-se por toda a Europa feito em diversos materiais e com as mais variadas gravuras, onde o mais requisitado era o monograma com as iniciais da casa.

Reis Magos em prata

Na figura podemos ver umas argolas gravadas em comemoração de 25 anos de casamento (Bodas de Prata) com produção em Londres no ano de 1935 como mostram as marcas de contrastaria inseridas nas peças.

 

 

 

 

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